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Ainda sobre o treino amável de cães: o meu testemunho pessoal

Atualizado: 24 de mar. de 2023



Quando decidi tirar a minha primeira formação de treinador de cães fui parar, por desconhecimento, a uma escola de treino que usava correcções, ralhetes, castigos e coleiras estranguladoras. Métodos aversivos que me deixavam incómodo pois não se adequavam à minha maneira de ser nem ao meu modo de me relacionar com animais.


“Não te fiques por aí”


Tive, no entanto, a sorte de me cruzar um dia numa feira animal com um treinador de outra escola que me perguntou onde estava a fazer o curso. Quando lhe disse onde estava, respondeu-me apenas com este comentário: “Não te fiques por aí”. Quem me deu esta dica foi o Fernando Silva da Educacão. Passados vários anos ainda recordo aquelas 5 palavras do Fernando que me abriram o olhos para o mundo do treino positivo. Pouco depois conheci o Pedro Emanuel Paiva da Pet b Havior. Um treinador que também marcou o meu percurso profissional no caminho do treino positivo e que mais tarde foi o coordenador da minha Pós-Graduação em "Intervenção Assistida por Animais: Cães".


A minha busca por querer saber cada vez mais sobre formas positivas e amáveis de treinar os cães não tem parado nos últimos anos. Umas vezes acertei na muche outras um bocadinho ao lado. Mas sempre que frequento uma formação sobre treino e comportamento canino faço uma reflexão crítica sobre a mesma e retiro dela as coisas com as quais me identifico em termos de relação com os cães. Um caminho que me levou a descobrir há cerca de dois anos o chamado Treino Amável através dos livros e seminários do Jaime Vidal Santi & Eli Hinojosa do Centro Canino Más que Guau, em Espanha. Um modo de interagir e comunicar com os nossos amigos de 4 patas com o qual me identifico muito. Daí ter decidido aprofundar mais sobre esta forma de educar cães e estar por isso a frequentar o Curso de Educador Canino leccionado pelo João Pedro da Escola Mania dos Cães.


O Cacau


O Cacau é o meu Cãopanheiro. Está agora com pouco mais de 4 anos e foi adoptado quando tinha cerca de dois meses e meio. Tem alguns medos que em algumas situações lhe provocam alguma reactividade. Conforme fui aprendendo mais sobre comportamento canino assim fui tentando ajudar o Cacau a ultrapassar os seus receios. Desde que passei a interagir com ele com base no treino amável tem sido fantástica a forma como aos poucos temos aprendido juntos a gerir esses medos. É também admirável o modo como ele tem vindo a perceber gradualmente que pode resolver as situações sem necessitar de recorrer à reactividade. É um cão perfeito? Não. Mas eu também não sou um humano perfeito.


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